Warning: Declaration of Walker_Page::start_lvl(&$output, $depth) should be compatible with Walker::start_lvl(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/post-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_Page::end_lvl(&$output, $depth) should be compatible with Walker::end_lvl(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/post-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_Page::start_el(&$output, $page, $depth, $args, $current_page) should be compatible with Walker::start_el(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/post-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_Page::end_el(&$output, $page, $depth) should be compatible with Walker::end_el(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/post-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_PageDropdown::start_el(&$output, $page, $depth, $args) should be compatible with Walker::start_el(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/post-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_Category::start_lvl(&$output, $depth, $args) should be compatible with Walker::start_lvl(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/category-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_Category::end_lvl(&$output, $depth, $args) should be compatible with Walker::end_lvl(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/category-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_Category::start_el(&$output, $category, $depth, $args) should be compatible with Walker::start_el(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/category-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_Category::end_el(&$output, $page, $depth, $args) should be compatible with Walker::end_el(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/category-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_CategoryDropdown::start_el(&$output, $category, $depth, $args) should be compatible with Walker::start_el(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/category-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_Comment::start_lvl(&$output, $depth, $args) should be compatible with Walker::start_lvl(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/comment-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_Comment::end_lvl(&$output, $depth, $args) should be compatible with Walker::end_lvl(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/comment-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_Comment::start_el(&$output, $comment, $depth, $args) should be compatible with Walker::start_el(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/comment-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_Comment::end_el(&$output, $comment, $depth, $args) should be compatible with Walker::end_el(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/comment-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_Nav_Menu::start_lvl(&$output, $depth) should be compatible with Walker::start_lvl(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/nav-menu-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_Nav_Menu::end_lvl(&$output, $depth) should be compatible with Walker::end_lvl(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/nav-menu-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_Nav_Menu::start_el(&$output, $item, $depth, $args) should be compatible with Walker::start_el(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/nav-menu-template.php on line 0

Warning: Declaration of Walker_Nav_Menu::end_el(&$output, $item, $depth) should be compatible with Walker::end_el(&$output) in /home/blogpop/www/wp-includes/nav-menu-template.php on line 0

Warning: Creating default object from empty value in /home/blogpop/www/wp-content/plugins/smart-seo/smart_framework/functions/core.php on line 8

Warning: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /home/blogpop/www/wp-includes/nav-menu-template.php:0) in /home/blogpop/www/wp-content/plugins/wp-greet-box/includes/wp-greet-box.class.php on line 493
Um dia no Twitter | BlogPop, Feito por Anônimos

Um dia no Twitter

@RachelKrishna 29/06/2009 0

Siga o Rio de Janeiro no Instagram: :)
Com mais de 32 milhões de usuários no mundo, e em crescimento acelerado, o Twitter é o maior fenômeno de comunicação de 2009 – até agora, pelo menos. Uma espécie de microblog, na definição de alguns, por limitar cada comentário a 140 caracteres, é também uma rede social, como Facebook ou Orkut, com a peculiaridade que o usuário escolhe quem deseja seguir, mas não controla muito quem o segue.

Os Estados Unidos lideram o ranking de dedicação ao Twitter com cerca de 22 milhões de usuários. O Brasil é apenas o quinto país nessa lista, estima-se, com 1 milhão de usuários. As pesquisas mostram que 5% dos twitteiros respondem por 75% de toda a atividade no sistema. E que mais de 90% dos usuários tem menos de 100 seguidores.

Reprodução
4856372.stycer 350 250 Um dia no Twitter
Minha página no Twitter

A dificuldade de entender e definir o Twitter é, curiosamente, um dos seus fascínios. Criado com o objetivo de oferecer aos usuários a chance de responder à pergunta “o que você está fazendo?”, rapidamente ganhou diferentes utilidades. A forma original – responsável, de certa forma, por estigmatizá-lo – é a opção de utilizar o Twitter para relatar frivolidades do dia-a-dia, como se fosse um diário aberto ao público.

Ainda há muita gente que faça isso, mas há quem prefira propor discussões sobre temas do cotidiano e quem utilize o microblog para espalhar informações curiosas ou interessantes disponíveis na Internet. Diferentes empresas também estão aderindo ao Twitter, seja para recolher informações e reclamações de clientes, seja para divulgar os seus produtos.

Na tentativa de compreender melhor este fenômeno, dediquei-me a uma experiência, na última quarta-feira, 24 de junho. Passei o dia conectado ao mundo exclusivamente via Twitter. Não li jornal, não assisti televisão, não falei ao telefone, não mandei e-mails nem abri as mensagens recebidas, não entrei na Internet por outro meio que não o Twitter.

A experiência durou 17 horas, das 8h da manhã de quarta à 1h da madrugada do dia seguinte. O que se segue é um esforço de sintetizar as lições que aprendi e o que deixei de entender nessa maratona.

* * *

São 8h quando ligo o computador e abro a página do Twitter. Escrevo: “Bom dia”. É uma mensagem que, em tese, pode ser lida pelas 1.665 pessoas que me seguem. Até aquele dia, jamais havia enviado mensagens desse tipo, de tom pessoal.  Educadamente, @Raiza11 e @thaissiqueira, que estão online, respondem no ato.

Para quem não conhece, os usuários no Twitter são chamados de “perfis” e identificados pelo nome que adotam precedido do sinal gráfico “@”.  Sempre que o seu nome é identificado dessa forma no meio de alguma mensagem, um dispositivo do Twitter vai informá-lo que você foi mencionado.

Primeira tarefa do dia: verificar os perfis que passaram a me seguir durante à noite. O jornalista Flavio Gomes (@flaviogomes69) me adicionou. Retribuo, passando a segui-lo. A CStore Revenda Apple, de Fortaleza, também me adicionou. Por quê? Não faço idéia. Como ela me achou? Não sei. Por que ela tem interesse em me seguir? Ignoro. O fato é que a primeira informação do dia eu descubro passando os olhos pela página da loja no Twitter: “Brasil é o quinto país com mais usuários de Internet”.

Assunto do dia: “Fora Sarney!”

Quando começo o dia, @frednavarro já colocou na página um link para uma notícia exclusiva da edição online do Estadão: a relação de todos os 663 atos secretos do Senado. Este mesmo twitteiro é responsável por postar link para a primeira notícia curiosa do dia: “Passageiros abandonam avião após piloto pedir que servissem de contrapeso”, do site da BBC.

O Senado Federal e seu presidente, José Sarney serão tema dos mais variados comentários, piadas, críticas e até de uma campanha (“Fora Sarney”) ao longo de todo o dia. Logo cedo, @arnaldobranco publica link do site de Millôr Fernandes com a clássica série de textos em que o autor “desconstrói” o romance “Brejal dos Guajas”, de Jose Sarney.

As 10h33, @rosana convida: “Já enviou o seu ‘Fora Sarney’? Eis o site. http://www.forasarney.com.br/ – E pra ninguém esquecer, a tag  #ForaSarney & sua turma.”. Muitas horas depois, um dos campeões do Twitter no Brasil, @rafinhabastos, vai mandar o seu torpedo: “Chegou o Twittado, o Twitter do Senado: Msgs em até 163 caracteres (sendo 23 secretos). #forasarney”. Com muita ironia, @umdoistres, escreverá: “A wikipedia é feita por adolescentes, o Senado é presidido pelo Sarney e a sociedade é analisada pelo Datena.Quem liga pra credibilidade?”

Outdoor para promoção de trabalhos

Como cada mensagem no Twitter pode ter, no máximo 140 caracteres, o espaço é muito utilizado como uma espécie de “isca”, por pessoas interessadas em chamar a atenção para o trabalho que desenvolvem em outros lugares. Nem sempre somos advertidos que a mensagem trata de uma propaganda, mas, sendo bem-humorada, pode proporcionar diversão.

É o caso, nesta manhã, de Beto Silva, um dos humoristas do grupo Casseta & Planeta, que convida o leitor a assistir um vídeo dos bastidores da gravação da cantora Ivete Sangalo, grávida, no programa. Ela canta: “Eu vi, a barriga cresce, a banha aparece e o peito desce. Eu vi, estria não para, celulite não para e a voz de taquara…”

Às vezes, não dá para saber quem está por trás da divulgação de determinado trabalho, mas, tendo qualidade, propaga-se como praga. É o caso, às 12h, do link para uma HQ da “Turma do Penadinho”, de Mauricio de Sousa, sobre Paul McCartney, com nomes de 28 músicas dos Beatles espalhadas ao longo da história.

Alguém já disse que o Twitter é um lugar onde todo mundo fala, mas ninguém escuta. Um hospício, em resumo. Não é bem verdade, mas o fato é que a troca permanente de mensagens curtas dificulta o bate-bapo e facilita essa propagação de sugestões – de leituras, trabalhos, vídeos bacanas, piadas, notícias e, mais raramente, de idéias.

Além de divulgar o próprio trabalho, muitos usuários do Twitter também aproveitam a ferramenta para endossar iniciativas de terceiros. Quanto mais prestígio tem o twitteiro, mais importante torna-se uma recomendação sua.

Alexandre Inagaki (@inagaki, 8.302 seguidores) está entre esses “gurus” do Twitter. Muito respeitado, ele divulga logo cedo a iniciativa de @leozeba, que criou o site Politweets, “o Twitter na política brasileira” – uma tentativa de agregar num mesmo espaço todos os políticos com perfil no Twitter. Inagaki comenta: “Lembrei de uma frase da @garotasemfio: ‘Twitter não é paraíso fiscal, mas muitos políticos estão abrindo conta aqui…’”

Comentários protegidos

Às 9h, @sorryperiferia encaminha para os seus seguidores (no Twitter isso se chama “retwittar”) um comentário de @rbressane sobre o músico Arnaldo Baptista. Fico curioso. Quero ler mais sobre o assunto. Vou ao perfil de @rbressane, mas não consigo ler os rextos na sua página. Ele escolheu proteger os seus comentários. É preciso enviar um pedido para que ele autorize a leitura. Faço isso às 9h15 – e meia hora depois serei autorizado a ler.

A opção de proteger os comentários aos leitores que não te seguem é uma rara ferramenta que garante privacidade no Twitter, mas poucos a usam.

Por sugestão de @r_abraham, encontro justamente nesta quarta-feira um artigo que discute se é ético, ou não, jornalistas utilizarem frases tiradas do Twitter em suas reportagens: A autora, Julie Posetti, professora de jornalismo na Austrália, argumenta.

justamente que o fato de o Twitter ser uma rede aberta deixa os jornalistas à vontade para utilizarem as mensagens que lêem como fonte de informação. A única exceção seria justamente o usuário que bloqueia o seu perfil e só deixa ler as suas mensagens quem ele autoriza. Divulgar publicamente uma mensagem deste perfil seria anti-ético.

Popularidade x prestígio

Ninguém – incluindo os seus criadores – ainda sabe como ganhar dinheiro com o Twitter. Existe, em todo caso, a percepção que ele é um instrumento interessante de aferição de popularidade e de prestígio. A popularidade se mede pelo número de pessoas que segue cada perfil. Clique aqui para conhecer os 100 twitteiros brasileiros mais populares.

O prestígio (ou relevância, como preferem os twitteiros) é mais difícil de calcular. Uma forma é contar o número de vezes que uma determinada mensagem é “retwittada”. Ou seja, qual foi a propagação daquela mensagem. O problema com esse critério é que muita gente pede para ter suas mensagens “retwittadas”, o que dá uma medida artificial do prestígio do autor.

Na combinação desses dois indicadores, existe a esperança que o mercado publicitário seja capaz de identificar twitteiros com capacidade de serem usados como garoto-propaganda. Um dos poucos até o momento a faturar com o Twitter é o jornalista Marcelo Tas, terceiro twitteiro mais popular do país, atrás de Mano Menezes e do programa “Fantástico”, hoje patrocinado por uma empresa de telefonia.

Desde que ganhou este patrocínio, Marcelo não parou de acumular seguidores no Twitter, sinal de que este acerto não afetou a sua imagem diante dos twitteiros. Há, porém, no meio quem julgue negativo aceitar publicidade.

Já o recurso a artifícios para inflar a popularidade (Sob suspeita, Twitter de Mano Menezes é um dos 200 mais populares do mundo) preocupa diferentes usuários, temerosos que o Twitter perca a sua credibilidade como mídia, inviabilizando as suas muitas potencialidades.

A apresentadora Rosana Hermann (@rosana, 19.614 seguidores) é uma das figuras mais preocupadas com os rumos do Twitter. Rosana faz parte dos 5% responsáveis pela maior parte do movimento da rede social. Ela utiliza o Twitter como complemento do seu trabalho de blogueira. Leva a sério a atividade.

Ao longo do dia, Rosana dá indicações de vídeos, sugere leituras, propõe discussões (muitas vezes sobre a questão da popularidade artificial) e, como todo twitteiro, faz comentários irônicos. Escreveu ela, na manhã de quarta-feira: “O cara me mandou um email dizendo que eu sou ‘intereçante’. Respondi dizendo que ele deve ter errado o ‘enderesso’.”

Outro twitteiro que entende o microblog como uma extensão de suas atividades profissionais é Carlos Cardoso. Analista de sistemas, ex-publicitário, desde 2006, ele vive de seu trabalho na Internet. No Twitter, Cardoso conversa com leitores, faz comentários irônicos sobre a blogosfera, provoca concorrentes. Num único dia, envia mais de 100 mensagens.

Conversei com Cardoso na última quinta-feira. “Demorei a aceitar o Twitter. Não via a real utilidade. Só consegui entrar quando aceitei que não precisa ter uma real utilidade”, diz. Em todo caso, Cardoso aproveita a ferramenta para tornar-se uma figura mais conhecida na rede – algo essencial para o seu trabalho, já que vive da publicidade que os seus blogs conseguem.

Denúncia de uso ilegal de imagem

Na quarta-feira, @cardoso denunciou uma empresa que vende um software (chamados de “scripts”) destinado a aumentar artificialmente o número de seguidores no Twitter, utilizando a imagem da página do popular Marcelo Tas como exemplo. Diante da dúvida de um leitor, se Tas usaria esse recurso para inflar os seus seguidores, @cardoso esclarece em novo post: “Não usa, @Synnx.”.

Pergunto, via Twitter, quando custa esse software: “$34.95 mas tem similares nacionais gratuitos”, ele responde. Pergunto, então, por que alguém pagaria US$ 34,95, se pode obter o mesmo recurso de graça: “pq esse site não é feito para brasileiros. Também devem existir similares estrangeiros gratuitos.” E, em seguida, acrescentou: “a grande ironia é roubarem um screenshot do perfil do Tas, que é contra scripts, ignorando quem os usa por aqui.” Ou seja, usaram o perfil errado, eu escrevo. E Cardoso, inteligente, completa: “eu diria que usaram o perfil certo, o Tas tem muito mais credibilidade.”

Marcelo Tas também se manifestou a respeito: “Nunca usei isso, pura picaretagem. Fuja!”, escreveu.  O assunto ganhou tantos desdobramentos que, às 16h40, uma reportagem da versão online revista InfoExame já tratava do tema. Às 17h39, o próprio @marcelotas divulgou o texto: “Guerra para virar celebridade no twitter (INFO Exame) http://migre.me/2Mlx

Assuntos mais quentes do dia

No início do dia, o tema que liderava a lista de assuntos mais quentes do Twitter era um debate sobre as novidades prometidas no programa de e-mail Outlook 2010. Por volta das 11hs, o assunto tinha sido superado por “#iranelection”. Em quinto lugar na lista, aparecia “Argentina”. Por quê? Pensei na gripe suína. Errado. Os americanos se deliciavam no Twitter falando da descoberta que o governador da Carolina do Sul, Mark Sanford, desaparecido há uma semana, esteve misteriosamente na América do Sul.

Como os usuários brasileiros são minoria no Twitter, a palavra “Sarney” não vai aparecer na relação, atualizada permanentemente, dos assuntos mais comentados do dia. Se houvesse um medidor apenas dos assuntos comentados apenas por usuários brasileiros, Sarney seria o campeão do dia.

Um assunto internacional que mexe com os twitteiros brasileiros é a crise no Irã. Às 10h06 @paulocoelho torna pública a sua correspondência com o médico que acudiu, sem sucesso, a jovem Neda, no Irã. O médico está em Londres. 10h12: Retwitto a mensagem de Paulo Coelho com outro texto. Em poucos minutos, sou retwittado por @LeoJaime, @leandromp, @penachiando, @PauloNader, @AninhaArantes.

Às 11h, @veramartins traduz para o português diferentes twitts supostamente enviados do Irã. Mensagens como: “A situação está terrível na praça Baharestan. Eles batem no povo como em animais”. Ou “Todas as lojas foram fechadas, não há lugar p/ ir, eles seguem o povo c/ helicópteros. Fumaça e fogo em toda parte.”

É possível almoçar no Twitter?

Às 12h55 começo a procurar um restaurante no Twitter. O sistema de buscas é falho. Digito, por exemplo, “restaurante São Paulo” e o primeiro perfil que aparece é o de Paulo Coelho. O Tizziano, no Rio, já está no Twiiter, mas não me serve. Idem o Naan, de Brasília. O Obá, de São Paulo, também está, mas não tem serviço de entrega.

O Twitter do Obá, porém, informa que o restaurante está à procura de garçom e barman. O Dom Léo, de Fortaleza, também está. E são apenas esses, com a palavra “restaurante”, que eu acho. Tento “pizza delivery” e acho a Uma Pizza, de Florianópolis. Fica, pois, a sugestão… Almocei em casa mesmo.

Notícias que o Twitter me deu na quarta-feira

A tentativa de um senador recriar a obrigatoriedade do diploma de jornalismo por meio de uma emenda constitucional foi relatada por @alecduarte, causando grande repercussão no Twitter.

Descubro que a Comunidade Européia está preocupada em garantir a privacidade dos usuários de redes sociais, como Facebook e My Space, de forma a impedir, por exemplo, que empresas se aproveitem para coletar informações sobre eventuais clientes lendo os perfis. E o Twitter? Essa é a pergunta que lanço para o autor original do comentário, @mashable, e para quem o retwittou, @lmoherdauhi.

Soube de muitas notícias sobre a ida de Gugu Liberato para a Record e a volta de Eliana ao SBT. Às 16h54, @AleRocha escreveu: “Gugu Liberato está neste momento na Record para assinar seu contrato com a emissora.” À noite, acompanhei em tempo real tudo que acontecia no reality “A Fazenda”. Por meio de @AddisonMontg, fui informado: “Então o Dado e o Britto estão brigando. ADOREI”. Já @alesie, escreveu: “DADO EU TE AMO”.

A partida entre Estados Unidos e Espanha foi acompanhada em tempo real por centenas de twitteiros no Brasil.  São pessoas que estão vendo o jogo pela tevê e, ao mesmo tempo, recorrem ao Twitter para descrever lances, anunciar gols etc. O resultado,  vitória americana, provoca uma avalanche de comentários tripudiado os espanhóis por seu fiasco. As melhores, na minha opinião, são de @flaviogomes69: “Espanha, especialidade: morrer na praia. O título da Euro foi exceção. Brasil x Espanha ainda dá. Pelo terceiro lugar”. E @James_Salve: “Acabou. Obama está dando um jeito até na seleção americana!”

Os portais evitam colocar as notícias mais curiosas ou bizarras no Twitter. Disso se ocupam alguns leitores, como @Joviano, que publicou: “Jacaré aparece em açude e surpreende moradores em MG http://migre.me/2MMX. Lá em Caucaia/CE, no bairro Garrote, tem um tb!”

O crescimento da gripe suína no Brasil foi tema de muitos comentários, algumas piadas, mas pouca informação: @BabyCampos, citando um falso @Prof_Pasquale, escreveu: “Se tequila fosse um remédio natural para gripe suína, ela não teria surgindo no México. É isso.” Já @miotto, observou: “Peguei uma gripe que, se não for suína, é de algum parente do porco”.

Leio, ainda, sobre o assunto um comentário de @KarinaSakata: “A gripe suína está atacando e o governo aconselha não viajar (para a Argentina, especificamente). Ainda bem que sou pobre”. Mas o melhor de todos é @dumenegozzo: “Prometo só me preocupar com a gripe suína quando os casos no Brasil ultrapassarem os atos secretos. Por enquanto, 399 x 663. #forasarney”

À noite, acompanho Cruzeiro x Grêmio, pela Libertadores. A substituição do juiz, quando o jogo está 3 a 0, vira um hit, no fim da noite no Twitter. Como tem gente acordada, assistindo tevê na frente do computador!!! Dezenas de comentários, manifestando espanto com o fato. A melhor é de @alexsetter: “essa coisa de juiz ser substituído só é surpresa para quem nunca acompanhou os julgamentos da Cosa Nostra na Sicília”.

No dia seguinte, ao ler os jornais, me dou conta que não perdi nenhuma notícia importante do dia anterior, em minha maratona no Twitter. É verdade que, em alguns casos, tive apenas informações superficiais sobre alguns assuntos, mas não fiquei por fora do que estava acontecendo.

Intimidades reveladas

No meio dessa confusão toda, também há muita gente que entende o Twitter como um diário aberto à curiosidade pública. São pessoas que sigo porque, em algum momento enviaram informações que me interessaram, mas que usam o espaço também para transmitir mensagens muito pessoais. Acho estranho ler coisas que fazem mais sentido numa conversa a dois do que num espaço aberto a centenas ou milhares de desconhecidos.

Coisas como (vou omitir os nomes, pois não privo da intimidade das pessoas): “Ouvindo Skank”.  Ou “O depósito foi feito, Gabriel. Abs”.  Também leio: “último ultrassom – tudo perfeito, mãos escondendo rostinho, quer fazer surpresa? rs.. Agora só resta esperar”. Outro twitteiro avisa: “Levar meu avô ao médico. Tchau, gleris o/”. Ou: “Tô indo Busca a minha mãe….Bjs até amanhã…..Boa noite pra vcs!!!!”

Esse tipo de mensagem causa menos impacto quando você conhece a pessoa que está falando e, especialmente, quando a intimidade é revelada com humor e autoironia, à Woody Allen: Por exemplo: “minha casa tem 15 copos de requeijão e 1 taça de vinho – chutem o que eu acabei de quebrar?” Ou uma outra, também divertida: “faço jantar ou assisto a fazenda?”

A onda de perfis falsos. E daí?

Um tema que movimenta a rede é o dos perfis falsos de personalidades famosas. Como não há controle nenhum e basta apresentar um e-mail para criar um perfil, é a coisa mais fácil simular uma identidade no Twitter. Já há “fakes” famosos, por suas sátiras, como os de Victor Fasano, Roberto Justus e Muricy Ramalho.

Sempre há dúvidas, quando a imitação é muito bem feita, se o perfil é falso, ou não. E não há como ter certeza. Por coincidência, na véspera da minha aventura no Twitter encontrei o jornalista esportivo Paulo Vinicius Coelho, a quem perguntei se estava no Twitter. “Nem no Orkut nem no Twitter”, ele respondeu. “O meu perfil é falso”, avisou.

Transmiti a informação na manhã de quarta-feira, mas ninguém comentou nada. À noite, outro fake foi tema de notícias. @Marcelotas citou @wagner_moura, que havia feito um protesto contra Sarney. Uma leitora advertiu Tas que o perfil do ator é falso. A resposta do apresentador foi boa: “Eu sei… mas o objeto da crítica dele, o Sarney, também é icon wink Um dia no Twitter ”.

Outro perfil recém-criado, o de Millôr Fernandes, levanta igualmente dúvidas sobre a sua autenticidade. Quem ajuda a divulgá-lo é o jornalista Alexandre Matias, muito ativo no Twitter com o perfil @trabalhosujo: “O dinheiro não é tudo. Tudo é a falta de dinheiro – foda-se se for fake, como não seguir o @millorfernandes? Maior brasileiro vivo.”

Fim do dia

Às 23h16, @cardoso informa: “http://twitpic.com/8c6eg – Farrah Fawcett recebeu extrema-unção icon sad Um dia no Twitter fiquemos com a imagem que a eternizou)”. É a antecipação de uma notícia que se confirmará na manhã seguinte.

Meia hora depois, o mesmo Cardoso observa a relação dos assuntos mais importantes do Twitter, na qual uma música do grupo McFly e o filme “Transformers” aparecem à frente de Irã, e comenta: “Pelo visto o Twitter não vai salvar o Mundo.”

Daniela Beiruti, filha de Silvio Santos, está por volta da meia-noite respondendo a fãs e jornalistas sobre assuntos do SBT em @Danibey. Ao final de Cruzeiro 3 x 1 Grêmio,  @tuliovianna avisa: “Elicarlos do Cruzeiro revela que foi chamado de ‘macaco’ pelo argentino Maxi López do Grêmio”. E, um minuto depois da meia-noite, a coisa esquenta, quando @cassianoelek manda um link com “Os dez mais do ménage à trois: http://bit.ly/LC8yR1 minuto ago”.

À 0h25, escrevo “boa noite”, mas continuo navegando pelo Twitter até 1h. Fico pensando na última frase de Cardoso. De fato, o Twitter não vai salvar o mundo, mas é uma ferramenta de comunicação muito interessante, ainda a ser explorada. Combina excesso de informação com exposição da intimidade. É também um território para a difusão de piadas e bobagens variadas, bem como para conhecer pessoas e aprender coisas novas. O Twitter é apenas a cara do mundo que vivemos.

Fonte: Ultimo Segundo


Siga o Rio de Janeiro no Instagram:
Cadastre-se rapidamente para comentar, escolha sua Rede Social favorita.
(Se não estiver vendo mais os ícones das Redes Sociais, significa que já está cadastrado).
Li e concordo com os termos de serviço.

Comente! »





Alguns artigos são escritos pela equipe do Dr. Alberto Birman

Warning: Parameter 1 to W3_Plugin_TotalCache::ob_callback() expected to be a reference, value given in /home/blogpop/www/wp-includes/functions.php on line 3250