As pontes de Madison

@RachelKrishna 16/07/2009 0

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SÃO PAULO – A intensa e impossível história de amor eternizada no cinema por Clint Eastwood e Meryl Streep em “As pontes de Madison”, de 1995, vai ganhar o palco de São Paulo a partir desta sexta-feira. É a primeira vez que o romance de Robert James ganha adaptação no Brasil, ou melhor, em toda a América. Algumas peças baseadas no livro chegaram a ser montadas na Europa, mas nenhuma com grande repercussão.

O frustrado caso de amor entre um fotógrafo da National Geographic e uma dona de casa do interior de Iwoa, nos EUA, será protagonizado no “Pontes de Madison” a la brasileira por Marcos Caruso e Jussara Freire. O curioso é que os dois atores foram casados durante 20 anos e estão separados há 15. Amigos desde então, Caruso nunca imaginava fazer esta peça com sua ex-mulher.

- Mas fazer este trabalho juntos nos trouxe memórias muito boas – revelou o ator.

Dirigido por Regina Galdino, o elenco ainda conta com Luciene Adami, como Carolyne, e Paulo Coronato, como Michael, os filhos de Francesca (a Meryl Streep no filme e Jussara Freire no palco). Os dois leem o diário da mãe após a morte dela e descobrem sua história de amor vivida com o fotógrafo Robert Kincaid (Clint Eastwood no filme e Marcos Caruso no palco).

Caruso conta que, ao ser convidado para viver o papel eternizado por Clint Eastwood, foi enfático com a diretora: “É um erro de casting“. Depois de ler o texto, mudou de ideia: “Escolha errada ou não, quero fazer o papel”. Para o ator – e também autor de várias peças como “Sua excelência o candidato” e “Trair e coçar é só começar”, e dono de personagens marcantes na TV como em “Páginas da vida” -, seu desafio aos 57 anos é evitar se comparar com o ator e diretor de Hollywood com pinta de galanteador.

- Quando olho para Clint Eastwood me sinto o cocô do cavalo do bandido – brinca Caruso. – Ele é o estereótipo do homem rústico, capaz de conquistar qualquer mulher com apenas um olhar. É o primeiro papel que eu faço em minha vida em que preciso usar esse lado sedutor.

Foi a diretora de “As pontes de Madison” quem preferiu fugir de atores com perfis de galã e heroína. Tudo para distanciar a peça do filme e “colocar em cena gente de verdade”.

- Li muito o romance, mas não revi o filme. Só fui rever quando a peça já estava pronta – contou Galdino que, comparando as duas obras, acha o filme mais racional e contido do que sua montagem.

Já Jussara Freire disse ser grata por nunca ter visto o filme e a atuação de Meryl Streep.

- Gosto de descobrir a personagem aos poucos e foi o que pude fazer. Mas confesso que também cheguei a me perguntar se era a mim mesma que a diretora queria para o papel – lembra a atriz.

É através do olhar dos filhos de Francesca que o público descobre o encontro e o amor entre ela e Robert, que se dá quando ambos já estão com a própria vida consolidada. Francesca é uma italiana casada e com dois filhos que vive uma vida pacata em uma fazenda. Robert é fotógrafo e aventureiro, sem família, mas apegado à sua liberdade. Os dois vivem uma intensa e breve história de amor.

- A grande força deste texto é que ele é quase como uma música. Não dá para explicar muito bem em palavras a emoção que uma música nos causa – compara a diretora.

Fonte: O Globo


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Alguns artigos são escritos pela equipe do Dr. Alberto Birman